Caso Théo: Pai acusado de matar filho de 5 anos ao jogá-lo de ponte em São Gabriel vai a júri popular

Caso Théo: Pai acusado de matar filho de 5 anos ao jogá-lo de ponte em São Gabriel vai a júri popular

Foto: Reprodução

Tiago Ricardo felber, 41 anos, passa a responder por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado, praticada na véspera do crime, além de ameaça no contexto de violência doméstica.

O vendedor Tiago Ricardo Felber, 40 anos, irá a julgamento pelo Tribunal do Júri, acusado de matar o próprio filho, Théo Ricardo Ferreira Felber, 5, em março de 2025, em São Gabriel.  A decisão de pronúncia foi proferida na terça-feira (21) pela juíza Liz Grachten, titular da Vara Criminal do município. A criança morreu ao ser jogada de uma ponte pelo próprio pai.

Com a decisão, Felber passa a responder por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado (ele tentou matar o filho no dia anterior ao crime), ambos contra menor de 14 anos e descendente, além de ameaça no contexto de violência doméstica.

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​Conforme a acusação do Ministério Público, os crimes teriam sido cometidos por motivo torpe, com uso de asfixia, meio cruel, traição e recurso que dificultou a defesa da vítima. Um dos atos, segundo a denúncia, teria ocorrido para ocultar o crime anterior. A motivação estaria relacionada a um sentimento de vingança contra a ex-companheira do acusado, circunstância que ainda será analisada pelo Conselho de Sentença. 

De acordo com a denúncia, na tarde de 24 de março, Felber teria esganado o filho dentro de casa, causando lesões, mas sem provocar a morte. No dia seguinte, sob o pretexto de um passeio de bicicleta, ele teria levado Théo até uma ponte sobre o Rio Vacacaí, onde a criança foi arremessada ainda com vida contra as pedras. A morte foi causada por traumatismo cranioencefálico, conforme laudo pericial.
Ainda segundo a acusação, no mesmo dia, o vendedor teria enviado mensagens com ameaças à ex-companheira após saber de um novo relacionamento.

Théo Ricardo Ferreira Felber morreu após ter sido arremessado de uma ponte sobre o Rio Vacacaí. Na época do crime, o laudo do Instituto-Geral de Perícias apontou que a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico, provocado pela quedaFoto: Prefeitura de Nova Hartz (Divulgação)

O suspeito foi preso em flagrante em 26 de março de 2025, e a denúncia foi recebida pela Justiça no dia 29 de abril do mesmo ano. Durante a instrução do processo, foram ouvidas testemunhas, incluindo familiares e agentes de segurança que atuaram na ocorrência e na investigação.

Na decisão, a magistrada destacou que a materialidade dos crimes está comprovada por meio de documentos, registros policiais, imagens, vídeos e laudos periciais, com ênfase no exame de necropsia. 

O pai confessou o crime à polícia. Em juízo, o acusado optou por permanecer em silêncio. O vendedor está preso desde o dia do crime. 

O processo tramita em sigilo. Cabe recurso da decisão que determinou o julgamento pelo Tribunal de Juri.

No dia do crime, após jogar o menino da ponte, o pai enviou um áudio a familiares relatando que havia feito uma loucurinha. Em depoimento à Polícia Civil, afirmou que pretendia causar sofrimento à mãe da criança. Foto: Thais Immig (Diário)

Relembre o caso

O caso teve repercussão nacional pela brutalidade. De acordo com a investigação, Tiago Felber confessou que matou o filho como forma de vingança contra a ex-companheira, por não aceitar o fim do relacionamento. Ele chegou a relatar que pretendia assassinar a ex-mulher e o atual companheiro, mas, ao não conseguir, teria decidido matar a criança.

Após jogar o menino da ponte, o pai enviou um áudio a familiares relatando que havia feito "uma loucurinha". Em depoimento à Polícia Civil, afirmou que pretendia causar sofrimento à mãe da criança.


Laudo pericial e investigação

laudo do Instituto-Geral de Perícias apontou que a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico, provocado pela queda. Os exames também identificaram sinais de esganadura, confirmando a tentativa anterior de homicídio. Segundo o delegado Daniel Severo, responsável pela investigação, o crime foi qualificado como sendo motivado por ciúmes e vingança. A polícia apontou ainda que o assassinato se enquadra como feminicídio indireto, já que teve como objetivo atingir a mãe da criança.

A denúncia do Ministério Público reforçou a gravidade do caso, destacando o meio cruel e a brutalidade do ato, além da condição da vítima, uma criança de apenas 5 anos.

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