Cidade da região é alvo de operação contra trabalho análogo à escravidão que resgatou 15 pessoas no RS

Cidade da região é alvo de operação contra trabalho análogo à escravidão que resgatou 15 pessoas no RS

Foto: MPT-RS (Divulgação)

Operação Resgate VI teve 15 trabalhadores resgatados no Rio Grande do Sul e fiscalização para apurar denúncia em Rosário do Sul, onde não houve resgates.

Rosário do Sul esteve entre os 17 municípios gaúchos que receberam ações de fiscalização para apurar denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão entre o final de julho e agosto. As inspeções fizeram parte da Operação Resgate VI, que resultou no resgate de 15 trabalhadores no Rio Grande do Sul. Não foram informadas quais atividades foram fiscalizadas especificamente em Rosário do Sul.

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Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) nesta quarta-feira (9), quatro equipes atuaram no Estado. Além de Rosário do Sul, foram apuradas denúncias em Alecrim, Alegrete, Coqueiro Baixo, Gramado Xavier, Ijuí, Lajeado, Manoel Viana, Palmeira das Missões, Paverama, Planalto, Putinga, Roca Sales, Roque Gonzales, Sant'Ana do Livramento, Taquari e Três Passos.

A maior parte das fiscalizações ocorreu em atividades ligadas à produção rural, principalmente na criação de animais. Também foram inspecionadas plantações de melancia e fumo, uma carvoaria, restaurantes, casas noturnas, canteiros de obras públicas, pedreiras e uma empresa de montagem de embalagens.

No Estado, os 15 resgates ocorreram em Sant'Ana do Livramento, Três Passos, Lajeado, Ijuí e Planalto.


Resgates no Estado

Resgates ocorreram em Sant’Ana do Livramento, Três Passos, Lajeado, Ijuí e Planalto durante a Operação Resgate VI.Foto: MPT-RS (Divulgação)

O primeiro caso ocorreu ainda em julho, em Sant'Ana do Livramento, onde dois trabalhadores, um brasileiro e um uruguaio, foram encontrados em uma propriedade de criação de gado. Conforme a fiscalização, eles estavam alojados em um galpão de madeira que não apresentava condições mínimas de segurança e higiene, com infiltrações e problemas no telhado e no piso. Após o resgate, tiveram garantido o pagamento dos direitos rescisórios.

Em Três Passos, um casal que vivia e trabalhava havia mais de uma década em uma propriedade rural foi resgatado em 4 de agosto. A fiscalização apontou condições precárias de moradia, ausência de registro em carteira, falta de pagamento de salários, férias, FGTS e contribuições previdenciárias. A família também foi encaminhada à rede de assistência social.

Dois dias depois, três trabalhadores argentinos foram resgatados de um restaurante em Lajeado. Eles exerciam funções na cozinha e no atendimento e, conforme a fiscalização, enfrentavam jornadas excessivas, falta de descanso regular e problemas nas condições de moradia. Uma das situações identificadas foi a existência de câmeras de vigilância dentro dos alojamentos fornecidos pelo empregador.

Os outros oito resgates ocorreram a partir de uma fiscalização iniciada em 20 de agosto, em Ijuí e Planalto. O grupo era formado por mulheres submetidas à exploração sexual. O caso permanece sob investigação e corre em sigilo.


Operação teve 479 resgates no país

A Operação Resgate VI foi realizada nacionalmente entre 1º e 31 de agosto, embora as atividades tenham começado uma semana antes no Rio Grande do Sul. A força-tarefa reúne MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em todo o Brasil, 479 trabalhadores foram resgatados em 231 ações fiscais. O meio rural concentrou 57,5% das fiscalizações e 292 resgates. Já as atividades urbanas representaram 36,5% das ações, com 178 trabalhadores retirados das situações identificadas.

A operação ocorre desde 2021 e busca identificar situações de trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas, interromper as violações, garantir direitos aos trabalhadores e encaminhar as vítimas para medidas de assistência e proteção.


*Com informações do MPT-RS.

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