Esposa de principal suspeito de matar ex-prefeito de Formigueiro é intimada e não comparece para depor

Esposa de principal suspeito de matar ex-prefeito de Formigueiro é intimada e não comparece para depor

Foto: Fernando Ramos (Formigueiro Real/Divulgação) e Reprodução

A esposa do principal suspeito de matar o ex-prefeito de Formigueiro João Natalício Siqueira da Silva foi intimada pela Polícia Civil para prestar depoimento essa semana, mas não compareceu. A ausência ocorre enquanto o investigado, apontado como autor dos disparos, permanece foragido mais de um mês após o crime.


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Para o delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, titular da Delegacia de Polícia de Formigueiro e responsável pela investigação, a falta da mulher ao depoimento prejudica o andamento das apurações.

- É uma coisa inacreditável, até incompreensível. Não sei por que dificultar a instrução criminal - afirma o delegado.

Segundo Firmino, a Polícia Civil considera o homicídio esclarecido em relação à autoria e segue realizando buscas para localizar o investigado. O inquérito está na fase final de conclusão e deve ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias.


Defesa tenta novamente revogar prisão preventiva


A defesa do principal suspeito, representada pelo advogado Ariel Cardoso, tentou pela terceira vez revogar a prisão preventiva. O pedido foi novamente negado pela Justiça.

O advogado já havia ingressado com pedido de liberdade provisória, que também foi indeferido, e posteriormente apresentou um habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A solicitação também foi negada.

A reportagem entrou em contato com a defesa novamente nesta sexta (21), mas não tivemos retorno. Também foi questionado se ele representa a esposa do principal suspeito, questionamento que não foi respondido até a publicação desta reportagem.

Com as decisões, o mandado de prisão preventiva continua válido. O investigado permanece foragido e ainda não foi localizado pelas forças de segurança.

A Polícia Civil não sabe onde o homem está escondido. Não há confirmação de que ele permaneça em Formigueiro, na região ou mesmo no Rio Grande do Sul. Conforme o delegado, as características do município também dificultam as buscas.

Mesmo sem a prisão do principal suspeito, a Polícia Civil deve concluir o inquérito nos próximos dias. Segundo o delegado, o investigado pode ser indiciado mesmo estando foragido.

Segundo o delegado Firmino, a eventual ausência do suspeito também não impede, por si só, o andamento da ação penal. Caso seja denunciado pelo Ministério Público e a denúncia seja recebida pela Justiça, o processo poderá seguir mesmo sem que ele tenha sido localizado, observadas as regras previstas na legislação.

- Isso só atrapalha, tumultua a instrução do inquérito, que a gente chama de instrução inquisitorial, e, por conseguinte, vai atrapalhar a instrução processual. Isso só vai trazer prejuízo cada vez maior para a defesa - afirma o delegado.

As buscas pelo investigado continuam. Paralelamente, a Polícia Civil realiza outras diligências relacionadas ao homicídio.


Relembre o assassinato

João Natalício Siqueira da Silva, de 64 anos, foi morto a tiros na manhã de 12 de julho, na localidade de Fundo do Formigueiro, no interior de Formigueiro.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o crime teria sido motivado por um conflito relacionado à posse e ao uso de uma área de terras. O principal suspeito foi identificado ainda no dia do homicídio e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas permanece foragido.

No dia 12 de agosto, quando o crime completou um mês, o delegado responsável afirmou que a investigação havia avançado e que a autoria estava esclarecida. O principal suspeito, porém, continuava foragido.

Agora, com o inquérito em fase final de conclusão, a Polícia Civil deve encaminhar o procedimento ao Ministério Público nos próximos dias. A prisão do investigado segue sendo buscada pelas forças de segurança.


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