Foto: Vinicius Becker
A família de Felipe de Moraes Rita, 38 anos, morto a facadas em abril de 2023, voltou a se mobilizar publicamente em busca de justiça.
Dois outdoors foram instalados em frente ao Fórum de Santa Maria, localizado na Alameda Buenos Aires, como forma de protesto e de cobrança por celeridade no andamento do processo que apura o crime. A família da vítima pede o julgamento dos dois acusados.
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Os cartazes trazem as seguintes mensagens: “E se fosse com seu filho”, “Julgamento já” e “Ele tinha tantos sonhos”. A iniciativa ocorre no contexto das audiências que vêm sendo realizadas na Justiça. Os acusados devem ser submetidos ao júri popular.
Felipe Rita trabalhava como prestador de serviços e foi morto na madrugada de 24 de abril de 2023 na Rua Anaurelina Coden Portela, no Bairro São João, região oeste de Santa Maria. O crime foi registrado como o 26º homicídio daquele ano no município e o 10º somente no mês de abril.

De acordo com a investigação, Rita foi até a residência da ex-mulher, Ariane Sangoi, de quem estava separado havia cerca de dois meses. No local, ela estava acompanhada do atual namorado, Elson Dias Gonçalves. Após uma discussão, houve luta corporal no pátio da residência, momento em que o prestador de serviços foi atingido por oito facadas.
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O escritório Cipriani, Seligman de Menezes e Puerari, que representa a família de Felipe Rita, enviou nota ao Diário explicando que o o último recurso apresentado deve ser julgado até o final deste mês. Confira abaixo.
O Escritório Cipriani, Seligman de Menezes e Puerari Advogados, que atua na assistência à acusação do Caso Felipe Rita, entende a angústia da família de Felipe, brutal e covardemente assassinado aos 38 anos, em abril de 2023, em sua luta para que o ocorrido não caia em esquecimento. Neste momento, aguardamos o julgamento do recurso das defesas dos réus sobre a decisão da Justiça de pronunciá-los e levá-los a Júri Popular. Esse recurso deve ser julgado no final do mês e, tão logo isso aconteça, esperamos que os seguintes passos processuais sejam dados com celeridade, no sentido de preparar o julgamento, com designação de uma data para a sessão. Acreditamos fortemente que a decisão de pronúncia será mantida, uma vez que o magistrado da 1ª Vara examinou o caso com o cuidado e rigor necessários para o momento processual em que nos encontramos.
Os acusados
O principal acusado do crime é Elson Dias Gonçalves, que responde por homicídio triplamente qualificado (meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo torpe). Ele alega ter agido em legítima defesa.
Já Ariane Sangoi responde por omissão de socorro e favorecimento pessoal.
A defesa de Gonçalves e Ariane, feita pelo advogado Christiano Pretto, sustenta que Rita teria invadido a residência da ex-mulher na madrugada do crime por não aceitar o término da relação, o que teria motivado a reação de legítima defesa.
Em julho de 2025, o casal foi ouvido em audiência na Justiça. Na época, a defesa publicou a seguinte nota: “Estamos confiantes na Justiça, pois, em nenhum momento, os réus procuraram, ameaçaram ou invadiram a casa da vítima de madrugada; pelo contrário, estavam na residência de Ariane e não esperavam a invasão do domicílio”.
Reveja a cena