"Resposta justa", diz advogado da família de Taísa sobre condenação de pastor a mais de 31 anos de prisão

Autor: Bibiana Pinheiro,Vitor Zuccolo, Vitória Parise

Foto: Redes Sociais (reprodução)

Justiça. É o sentimento da família de Taísa Macedo Paula, que perdeu a jovem aos 26 anos em 12 de junho de 2017, data do assassinato dela por Carlos Rudinei de Oliveira da Silva, condenado a 31 anos e 6 meses de prisão na sexta-feira (26).

Familiares e amigos de Taísa estiveram presentes no prédio da Caixa Econômica Federal da Alameda Buenos Aires, onde funciona a sede provisória do Fórum de Santa Maria, e acompanharam, durante toda a tarde, os desdobramentos do caso que chocou a região central do Estado. O advogado que representa a família, Daniel Tonetto, destacou o alívio com a decisão:

— Creio que a sociedade deu uma resposta justa com a condenação do acusado — afirmou Tonetto. 


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Caso que marcou a região

Carlos Rudinei e Taísa mantinham um relacionamento de cerca de nove meses quando, no dia dos namorados de 2017, Carlos Rudinei matou, a marteladas, a jovem, e escondeu o corpo dela na localidade de Rincão da Limeira, no interior de Itaara. O próprio acusado indicou o local às autoridades. A necropsia apontou traumatismo craniano como causa da morte.

Desde o acontecimento, Carlos Rudinei respondia em liberdade por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, com a qualificadora de feminicídio. O inquérito da Polícia Civil também o indiciou por aborto. As qualificadoras do homicídio incluem motivo torpe, meio cruel, emboscada/traição, além do feminicídio.

O acusado era casado. O irmão da vítima, Dierson Macedo Paula, relatou que o pastor prometia para Taísa que deixaria a esposa. O prazo para o homem assumir o relacionamento era justamente a data do desaparecimento.



Relembre os acontecimentos

  • 12 de junho de 2017: Taísa Macedo Paula, 26 anos, grávida de cerca de 3 meses, desaparece no Dia dos Namorados, data que havia estipulado para que seu namorado, o pastor casado Carlos Rudinei de Oliveira da Silva, assumisse o relacionamento.
  • 13 de junho de 2017: Carlos Rudinei liga para o irmão de Taísa, Dierson, afirmando que discutiram e que ela teria ido para casa.
  • 18 de julho de 2017: Após 36 dias de buscas, o corpo de Taísa é encontrado parcialmente enterrado em Itaara. O local é apontado pelo próprio Carlos Rudinei, que confessa o crime à polícia.
  • 20 de julho de 2017: O exame do Instituto Médico Legal (IML) confirma oficialmente que Taísa estava grávida.
  • 11 de agosto de 2017: A Polícia Civil indicia Carlos Rudinei por homicídio quadruplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel, emboscada e feminicídio), ocultação de cadáver e aborto.
  • Julho de 2018: Um ano após a descoberta do corpo, a família lamenta a lentidão do processo, sem nenhuma audiência realizada até então. O réu segue em liberdade.
  • Junho de 2024: O caso completa sete anos. A família expressa seu sentimento de impotência e dor pela longa espera por justiça.
  • 26 de setembro de 2025: Condenação de 31 anos e 6 meses de prisão para Rudinei


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