Foto: Reprodução
Celi de Fátima Dicetti Cogo, 56 anos, foi assassinada em junho de 2023
O réu Antonio Airton Buzata Romero, 50 anos, acusado de matar a ex-esposa, Celi de Fátima Dicetti Cogo, 56 anos, com golpes de facão em 2023, em São Francisco de Assis, será levado a julgamento na terça-feira (6). O júri popular ocorrerá no Fórum do município e será presidido pela juíza Taiele Balardin de Oliveira, titular da 1ª Vara Judicial local.
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O acusado responde pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa e feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar. Romero, que está preso, também é acusado de cometer o crime na presença de um filho da vítima.
Cinco testemunhas deverão ser ouvidas em Plenário, além do réu durante o interrogatório.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Celi foi morta no dia 28 de junho de 2023, entre 16h e 17h, no Rincão dos Salbegos, no interior do município da Fronteira Oeste. Conforme a acusação, Romero teria matado a mulher a facadas. Ainda segundo o MP, o acusado teria ido à casa da ex-companheira, depois de ambos terem trabalhado em uma plantação, e a atacado de forma inesperada e com a intenção de matar.
Ataque violento
Conforme o laudo pericial, o crime foi cometido com brutalidade. A vítima teve a região da cabeça destruída, com sinais de esmagamento e de feridas desde a cervical até a região posterior do crânio. O documento também indicou corte profundo e amplo no pescoço, causado por objeto cortante, próximo da decapitação completa, conforme o laudo. As mãos de Celi foram parcialmente amputadas.
Aquele não foi a primeira vez que Celi foi agredida. Ela já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio em janeiro de 2020, quando foi atingida com um tiro no rosto e braço, após o marido efetuar três disparos.
Atuarão em Plenário a promotora de Justiça Carolina Elisa Reinheimer, pelo Ministério Público, e a advogada Daiane de Almeida, na defesa do Antonio Airton Romero.
O que diz a defesa
Procurada, a advogada Daiane de Almeida afirmou que é preciso aguardar o julgamento e evitar julgamentos antecipados. "A defesa confia na imparcialidade dos jurados e no respeito às garantias fundamentais do acusado", informa a defensora.
Confira, abaixo, a nota da defesa de Antonio Airton Romero
Às vésperas da sessão do Tribunal do Júri na Comarca de São Francisco de Assis/RS, a defesa vem a público se manifestar.
Trata-se de caso de grande repercussão, que exige responsabilidade e cautela na análise dos fatos.
A defesa técnica, representada pela Dra. Daiane de Almeida, é composta pelos advogados Dr. Jeferson Luis Ferreira, Dr. Marcos Celedi Amorim Lopes e Dr. Cláudio Stein Maia.
O julgamento ocorrerá perante o Tribunal do Júri, com plena observância ao contraditório e à ampla defesa.
A defesa confia na imparcialidade dos jurados e no respeito às garantias fundamentais do acusado.
Os fatos serão apresentados em plenário sob a perspectiva defensiva, à luz das provas constantes dos autos.
Reforça-se a necessidade de evitar julgamentos antecipados e conclusões precipitadas.
A sociedade deve aguardar o julgamento com serenidade e responsabilidade.
A defesa manifesta respeito à memória da vítima e solidariedade aos familiares.
Reafirma, por fim, seu compromisso com a justiça e com a correta apreciação dos fatos em juízo.
Drª. Daiane de Almeida
Advogada