Um ano após morte de fisiculturista santa-mariense em SC, caso ainda aguarda decisão do STJ para ir ao Tribunal do Júri

Um ano após morte de fisiculturista santa-mariense em SC, caso ainda aguarda decisão do STJ para ir ao Tribunal do Júri

Foto: Reprodução

Um ano após a morte do fisiculturista e personal trainer santa-mariense Valter de Vargas Aita, 41 anos, o processo contra Andrea Carvalho Aita, 43, companheira dele na época e acusada do homicídio, aguarda o julgamento de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Aita foi morto em 7 de setembro de 2025, no apartamento onde morava em Chapecó (SC). Andrea, que era foragida da Justiça gaúcha na época do crime, foi pronunciada para ser julgada pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado por três circunstâncias qualificadoras.

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A atualização sobre o andamento foi apurada pela reportagem do Diário com o advogado Gilberto Batistello, que atua no processo como assistente de acusaçãoEm primeira instância, a Justiça decidiu pela pronúncia da acusada, ou seja, determinou que ela seja submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que manteve a pronúncia.

Na sequência, a defesa ingressou com recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça, que ainda aguarda julgamento. Por isso, ainda não há data definida para a realização do júri.

– A expectativa é que o recurso seja apreciado com a maior brevidade possível, permitindo o regular prosseguimento do processo e sua submissão ao julgamento pelo Tribunal do Júri – afirma Batistelo.

A reportagem entrou em contato com a família de Valter Aita, que preferiu não se manifestar

O Diário também tenta contato com a defesa de Andrea para que se manifeste sobre o caso e aguarda retorno.


Crime ocorreu em setembro de 2025

Foto: Reprodução

Valter de Vargas Aita foi morto em 7 de setembro de 2025, no apartamento onde morava, na Rua 7 de Setembro, no centro de Chapecó. Conforme o inquérito concluído pela Polícia Civil, o fisiculturista foi atingido por 21 golpes de faca, sendo seis no rosto. Os ferimentos também atingiram pescoço, peito, barriga, braços, pernas, cabeça e nuca.

O laudo necroscópico apontou que o primeiro golpe atingiu Aita enquanto ele ainda acordava pela manhã. Mesmo gravemente ferido, ele conseguiu deixar o apartamento em busca de socorro, mas caiu inconsciente na escadaria do prédio. A perícia também encontrou ferimentos nas mãos compatíveis com uma tentativa de defesa.

A investigação apontou ciúmes como motivação para o crime. Mensagens, áudios e vídeos analisados pela Polícia Civil indicaram que Andrea desconfiava de uma suposta traição e já havia feito ameaças contra Aita. Conforme o inquérito, ela também monitorava o companheiro dentro do apartamento.

Andrea também ficou ferida e foi hospitalizada após o episódio. À época, ela afirmou ter desferido três golpes e alegou legítima defesa, versão que, conforme a Polícia Civil, não foi sustentada pelas provas e testemunhais reunidas durante a investigação.

Quando o crime ocorreu, Andrea era considerada foragida da Justiça do Rio Grande do Sul. Ela havia sido condenada definitivamente a 15 anos, dois meses e 20 dias de prisão por tentativa de latrocínio (roubo com morte), crime ocorrido em abril de 2019, em Santa Maria. O mandado definitivo de prisão havia sido expedido em novembro de 2023.

Após receber alta hospitalar em Chapecó, em setembro de 2025, Andrea foi encaminhada ao sistema prisional.


Quem era Valter Aita

Foto: Reprodução

Conhecido como Valtinho, Valter construiu a trajetória profissional ligada ao fisiculturismo e ao treinamento físico. O santa-mariense foi hexacampeão estadual de fisiculturismo e vice-campeão mundial pela World Fitness Federation em 2024.

Em 2017, após conquistar o Campeonato Gaúcho de Fisiculturismo, em Novo Hamburgo, Aita concedeu entrevista ao Diário sobre a trajetória no esporte.

A morte do fisiculturista causou comoção entre familiares, amigos, clientes e pessoas ligadas ao esporte, além de ter repercutido em Santa Maria e Chapecó. Nas redes sociais, pessoas que conviviam com Aita e acompanhavam o trabalho do personal trainer prestaram homenagens e lamentaram a morte.

O corpo foi trasladado de Chapecó para Santa Maria, onde Valter Aita foi velado e sepultado em 9 de setembro de 2025.

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