Trincheira da Uglione é liberada ao trânsito e encerra espera de 11 anos pela duplicação da Travessia Urbana

Trincheira da Uglione é liberada ao trânsito e encerra espera de 11 anos pela duplicação da Travessia Urbana

Foto: Deni Zolin (Diário)

A espera de mais de uma década chegou ao fim às 17h37min desta quinta-feira (27). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) liberou ao trânsito a última pista da trincheira da Uglione que ainda permanecia bloqueada, no sentido São Sepé-Itaara. Com isso, os veículos que chegam a Santa Maria pela BR-392, vindos de Rio Grande, São Sepé e do sul do Estado, passam a seguir diretamente em direção a Itaara e ao Norte do Estado, sem precisar utilizar a rotatória onde eram registrados longos congestionamentos.

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A abertura da pista representa a conclusão da principal etapa que ainda faltava para finalizar a duplicação dos 14,5 quilômetros da Travessia Urbana de Santa Maria. A trincheira permite que carretas e demais veículos sigam pela parte central da rodovia, abaixo do nível do solo, sem a necessidade de parar na rotatória da Uglione. O limite de velocidade no trecho é de 50 km/h, devido à curva localizada sob o viaduto.

Ao longo desta quinta-feira, equipes contratadas pelo Dnit concluíram a sinalização da pista de cerca de 800 metros que passou a receber o tráfego no sentido São Sepé-Itaara. O vento forte atrapalhou apenas a instalação de duas placas de trânsito, que devem ser colocadas nos próximos dias. O outro lado da trincheira, com duas pistas no sentido Itaara-São Sepé, havia sido liberado no início de junho. Agora, com o funcionamento dos dois sentidos, a estrutura passa a permitir a circulação direta pela BR-392 na região do trevo da Uglione.

Ainda restam alguns serviços para o encerramento definitivo da obra. O Dnit deverá concluir a pavimentação da rotatória do trevo da Uglione e executar trabalhos de acabamento, como a construção de calçadas. A previsão é de que essas etapas sejam concluídas nas próximas semanas.

A duplicação da Travessia Urbana de Santa Maria começou em 16 de dezembro de 2014, com previsão inicial de duração de três anos. A obra deveria ter sido concluída no final de 2017, mas enfrentou sucessivos atrasos, principalmente em razão de repasses de recursos abaixo do esperado ao longo dos anos. O projeto atravessou os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva e acumulou mais de 11 anos de execução.

Mesmo com os atrasos, diferentes estruturas foram sendo entregues gradualmente ao trânsito. Em dezembro de 2017, foi liberado o viaduto do Castelinho. Depois, foram concluídos os viadutos do Cerrito, da estação rodoviária, na Faixa Nova, da Duque, os dois da Uglione, da Faixa de Rosário, de Santa Marta e de Tancredo Neves.

A obra também incluiu a construção de duas pontes sobre o Rio Cadena, duas sobre o Arroio Ferreira e duas sobre o Arroio Taquara. Foram implantadas ainda passagens inferiores sob a Avenida Maurício Sirotsky Sobrinho, na região da Praça Nova, sob a Rua Capitão Vasco da Cunha e na Urlândia. Também foram construídas três passarelas, nas regiões da Coca-Cola, Vila Floresta e Bairro São João, além da reforma da passarela da Urlândia.

Ao todo, mais de R$ 450 milhões foram investidos na duplicação dos 14,5 quilômetros da Travessia Urbana de Santa Maria. Com a liberação da trincheira nesta quinta-feira, a obra entra agora na etapa final, restando apenas os serviços complementares e de acabamento.

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