“Não existia tempo ruim para ele, estava sempre sorrindo”, conta irmã de ciclista santa-mariense morto por choque elétrico em Santa Catarina

“Não existia tempo ruim para ele, estava sempre sorrindo”, conta irmã de ciclista santa-mariense morto por choque elétrico em Santa Catarina

Foto: Arquivo Pessoal (Divulgação)

Guilherme Rauber Arruda, 30 anos, havia se mudado há seis meses para Florianópolis, onde trabalhava de atendente de restaurante

A morte do santa-mariense Guilherme Rauber Arruda, 30 anos, ocorrida na semana passada em Florianópolis (SC), deixou um vazio profundo entre familiares e amigos. Natural de Santa Maria, Arruda havia se mudado para Santa Catarina há cerca de seis meses, em busca de melhores oportunidades de emprego. Atualmente, ele trabalhava como atendente de um restaurante.

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Na tarde da última sexta-feira (23), o ciclista foi vítima de uma fatalidade. Ele pedalava pela Avenida Prefeito Acácio Garibaldi São Thiago quando um cabo energizado caiu de um poste devido ao vento e o atingiu. Arruda chegou a ser socorrido, mas não resistiu à descarga elétrica.

Conhecido pelo bom humor e pelo jeito leve de viver, o santa-mariense é lembrado por estar sempre sorrindo e pela proximidade com a família e os amigos. Para a irmã, Alice Rauber Arruda, 24 anos, ele era mais do que um irmão.

— Com o Guilherme não tinha tempo ruim, ele estava sempre feliz e sorrindo. Além de irmão, era meu melhor amigo, alguém com quem eu sempre podia contar quando precisava de apoio — relembra Alice, que mora em Santa Maria.

Segundo a jovem, a morte repentina deixou a família e os amigos sem chão.
— Ainda é difícil lidar com a perda. Todos que o conheciam ficaram sem acreditar. Foi uma grande fatalidade a maneira como tudo aconteceu — afirma.

Diante da necessidade de ir até Santa Catarina para buscar o corpo, a família teve despesas com translado, velório e sepultamento. Por isso, no sábado (24), foi criada uma vaquinha online, que segue ativa, para auxiliar no pagamento de todos os custos gerados após o falecimento.

— Recebemos ajuda de muitas pessoas, inclusive de quem não conhecíamos. Somos muito gratos por todo esse apoio — agradece a irmã.

Mesmo com os principais serviços já custeados, a arrecadação continua até que o valor necessário para quitar todas as despesas seja alcançado.


Relembre o caso

Guilherme Arruda morreu na tarde de sexta-feira enquanto se deslocava para o trabalho, pedalando pela Avenida Prefeito Acácio Garibaldi São Thiago, via que liga a Lagoa da Conceição à Praia da Joaquina, em Florianópolis. Conforme informações do Corpo de Bombeiros e do portal NSC, um cabo de telecomunicações caiu de um poste devido à força do vento e atingiu o ciclista, provocando uma descarga elétrica.

O primeiro atendimento foi prestado por uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local, com apoio de guarda-vidas que estavam na praia e realizaram manobras de reanimação. Equipes do Corpo de Bombeiros também atuaram na ocorrência. Um helicóptero chegou a ser acionado, mas o óbito foi confirmado ainda no local.


Despedida

O corpo de Guilherme Arruda foi velado no sábado, na Capela Araucária do Memorial São Martinho, em Santa Maria.O sepultamento ocorreu na manhã de domingo (25), no Cemitério Jardim da Saudade. Ele era solteiro e deixa uma filha de 3 anos.

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