A pesquisa científica e a inovação desenvolvidas nas universidades estão mais presentes no nosso cotidiano do que percebemos. Elas aparecem nos medicamentos que utilizamos, nas tecnologias empregadas pela indústria, no aumento da produtividade no campo e em soluções que contribuem para a saúde, a segurança e a qualidade de vida da população.
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Transformar conhecimento científico em impacto para a sociedade, porém, exige mais do que produzir uma boa pesquisa. É preciso criar caminhos para que seus resultados possam ser protegidos, desenvolvidos, aplicados e levados ao mercado. É nesse ponto que entram a inovação e a transferência de tecnologia.
Na universidade, a propriedade intelectual garante que invenções, softwares e marcas sejam protegidos e compartilhados com segurança, viabilizando a transferência de tecnologia para a sociedade por meio de parcerias com empresas e outras instituições.
Da teoria ao mercado
Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), essa integração já é realidade. Os resultados chegam a sociedade por meio de acordos de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), acordos de cooperação técnica, empreendimentos com a criação de spin-offs, licenciamento e cessão de tecnologias e transferência de know-how.
Entre essas possibilidades, o licenciamento tem permitido que tecnologias desenvolvidas na universidade sejam incorporadas por empresas e transformadas em produtos e soluções; a UFSM já possui 20 formalizados, que abrangem diferentes áreas e aplicações.
Alguns exemplos ajudam a mostrar essa diversidade. A cooperação com a Ingal levou soluções agrícolas diretamente ao campo, aumentando a eficiência do produtor. Já com a Zagaia, o know-how serviu de base para a criação de novas linhas de produtos industriais.
Na área ambiental, o licenciamento de uma tecnologia para a FAY Engenharia possibilitou purificar e reaproveitar o sal residual da fabricação de biodiesel. O que antes era um passivo ambiental atualmente representa menor impacto ecológico, redução de custos e uma nova possibilidade de receita, com o aproveitamento do material para produzir ração animal.
E na área de energia, a startup Auftek, incubada na Pulsar UFSM, licenciou uma solução capaz de detectar arcos elétricos em sistemas fotovoltaicos, contribuindo para prevenir acidentes e aumentar a segurança desses sistemas.
Soluções que mudam realidades
A abrangência desse trabalho também alcança a área da saúde. A UFSM avança na formalização da transferência de um teste para diagnóstico da tuberculose, desenvolvido para ser mais rápido, econômico e sustentável para o sistema de saúde.
Esses exemplos mostram que a inovação acontece quando a pesquisa científica encontra um caminho para ser aplicada, quando um conhecimento resolve um problema real e quando uma solução desenvolvida na universidade consegue chegar a quem dela precisa. É para conectar essas pontas que a Proinova trabalha todos os dias em parceria com diferentes setores da UFSM.